domingo, 16 de abril de 2017

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Panteísmo

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O panteísmo é a crença de que absolutamente tudo e todos compõem um Deus abrangente, e imanente,[1] ou que o Universo (ou a Natureza) e Deus são idênticos.[2] Sendo assim, os adeptos dessa posição, os panteístas, não acreditam num deus pessoal, antropomórfico ou criador. A palavra é derivada do grego pan (que significa "tudo") e theos (que significa "deus"). Embora existam divergências dentro do panteísmo, as ideias centrais dizem que deus é encontrado em todo o cosmos como uma unidade abrangente.[3] Recorrendo ao Dicionário Priberam da Língua Portuguesa, lemos que o panteísmo só admite como Deus "o todo, a universalidade dos seres", não sendo portanto, um conteúdo em particular Deus, mas sim a totalidade deste[4].

O panteísmo foi popularizado na era moderna tanto como uma teologia quanto uma filosofia baseada na obra de Bento de Espinosa,[5] que escreveu o tratado Ética, uma resposta à teoria famosa de Descartes sobre a dualidade do corpo e do espírito.[6] Espinosa declarou que ambos eram a mesma coisa, e este monismo terminou sendo uma qualidade fundamental da sua filosofia. Ele usava a palavra "Deus" para descrever a unidade de qualquer substância. Embora o termo "panteísmo" não tivesse sido inventado durante seu tempo de vida, hoje Espinosa é considerado como um dos mais célebres defensores da crença.[7]

Relação com outras doutrinas e com a ciência[editar | editar código-fonte]

O panteísta é aquele que acredita e/ou tem a percepção da natureza e do Universo como divindade. Ao contrário dos deístas, ele não advoga a existência nem de um Deus criador do Universo, tão pouco das divindades teístas intervencionistas, mas simplesmente especula que tudo o que existe é manifestação divina, autoconsciente.

De entre as doutrinas ocidentais, o panteísmo é uma das que mais se aproximam das filosofias orientais como o budismo, o jainismo, o taoismo e o confucionismo. É também a linha filosófica que mais se aproxima da filosofia hermética do antigo Egito, onde o principal objetivo é fazer parte da conspiração Universal (ou conspiração Cósmica).

Contudo, o panteísta não vê a Ciência de maneira diversa de um ateu, não atribuindo a nenhum tipo de divindade fatos como a origem do Universo, da Vida e da espécie Humana. Deus, no panteísmo, é todo o Universo. O seu templo é qualquer lugar e sua lei é a das Ciências Naturais, a lei natural.

Panteísmo e panenteísmo[editar | editar código-fonte]

No panteísmo, deus tem tamanho igual ao universo. Já no panenteísmo, deus está dentro do Universo, mas existe também fora dele.[8]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Ir para cima Encyclopedia of Philosophy ed. Paul Edwards. New York: Macmillan and Free Press. 1967. p. 34.
  2. Ir para cima The New Oxford Dictionary Of English. 11ª edição. Oxford: Clarendon Press. 1998. p. 1341.
  3. Ir para cima O que é panteísmo?
  4. Ir para cima Dicionário Priberam da Língua Portuguesa. panteísmo. Acesso: 25 de novembro, 2012.
  5. Ir para cima Picton, James Allanson (1905). Pantheism: its story and significance. Chicago: Archibald Constable & CO LTD.. ISBN 978-1419140082.
  6. Ir para cima Plumptre, Constance (1879). General sketch of the history of pantheism, Volume 2. London: Samuel Deacon and Co. pp. 3–5, 8, 29. ISBN 9780766155022.
  7. Ir para cima Shoham, Schlomo Giora (2010). To Test the Limits of Our Endurance. Cambridge Scholars. pp. 111. ISBN 1443820687.
  8. Ir para cima John Culp (May 19, 2009). "Panentheism". The Stanford Encyclopedia of Philosophy. Stanford, CA page=: Stanford Uni versity. "Peacocke identifies his understanding of God's relation to the world as panentheism because of its rejection of dualism and external interactions by God in favor of God always working from inside the universe. At the same time, God transcends the universe because God is infinitely more than the universe".

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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Paganismo (politeísmo histórico e neopaganismo)
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Pensamento teológico
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April 16, 2017 at 06:18AM
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sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

Complementando Schopenhauer

Complementando Schopenhauer

Complementando Schopenhauer

“O Budismo é a religião mais elevada e a sua doutrina ética é ortodoxa em toda a Ásia, excepto onde prevalece a detestável doutrina do Islão.” – Arthur Schopenhauer

O Pessimismo

Ao contrário da maioria dos filósofos do seu tempo (exceptuando Kierkegaard) Schopenhauer foi um filósofo pessimista. Tanto os pessimistas como os optimistas, e exceptuando Fichte, tiveram o problema de tentar interpretar a Vida à luz da Razão disponível; Fichte foi o único no seu tempo que defendeu a ideia de que o saber humano era limitado e em evolução em direcção ao Saber Absoluto.

“Cientificamente, tanto o pessimismo como o optimismo são refutáveis; o optimismo tenta provar que o universo existe para nos agradar, e o pessimismo que ele existe para nos desagradar. Nenhum pode demonstrar-se.” – Bertrand Russell, filósofo racionalista e ateu

Contudo, a refutabilidade por parte da ciência em relação ao pessimismo e ao optimismo não é dialéctica. Seguindo o raciocínio do “ateu” e “racionalista” Bertrand Russell, perante a refutação, por parte da ciência, do pessimismo e do optimismo, ficamos sem saber qual o valor dialéctico escolhido. Quando refutamos alguma coisa sem elegermos outra, ou se elegemos o Nada (ausência de valor) como valor dialéctico, somos pessimistas. O pessimismo é, por inerência, a negação da dialéctica Hegeliana, e Russell admitiu assim o pessimismo da ciência. A alternativa de Russell seria invocar o “nexo dos distintos” de Croce (complementarei Benedetto Croce, um dia destes) em contraponto à “dialéctica dos opostos” de Hegel. Porém, o reconhecimento de uma hierarquia de valores crociana na Razão levaria Russell a reconhecer a existência de uma Supra-razão, uma Razão que transcende o Homem (racionalismo absoluto de Hegel), coisa que Russell sempre recusou. O problema dos ateus é que caem constantemente nas suas próprias armadilhas retóricas, e a vantagem dos teístas é que encontram sempre uma justificação para os fenómenos, mesmo que essas justificações não sejam (ainda) cientificamente comprovadas.
Ao contrário de Russell, eu penso que a verdadeira ciência é optimista, porque parte do princípio que o universo existe para fazer feliz o Homem e procura constantemente a chave dessa felicidade.

A herança de Kant

Arthur Schopenhauer nasceu a 22 de Fevereiro de 1788 em Dantzig, então cidade-estado desavinda da Prússia, hoje cidade da Polónia (Gdansk), filho de pai rico e de mãe intelectual, e morreu em 1860. Schopenhauer frequentou a universidade de Gottingen. Na sua filosofia, declarou-se influenciado por Kant — que considerou o filósofo mais importante de toda a história do pensamento —, por Platão e por Upanishads, mas penso que de Platão não terá tido grande influência nele, mas antes a filosofia da idade helenística.

Schopenhauer desprezou Hegel, criticou Schelling, tolerou Fichte — que considerou ter talento, mas mal usado —, mas foi em Kant que baseou a sua filosofia. Kant faz a distinção entre “fenómeno”e “noumeno”, sendo o “fenómeno” a natureza, e o “noumeno” a “substância transcendental”, a “coisa-em-si”, e foi a partir deste princípio de Kant que Schopenhauer desenvolve a sua teoria. Enquanto que Fichte e Hegel transformaram o “noumeno” kantiano num dado metafísico, Schopenhauer identificou o noumeno com a Vontade (por isso é que é essencial compreender Kant e a sua “Crítica da Razão Pura”; sem ele, uma data de filósofos não fazem sentido, incluindo Fichte, Hegel e até Marx).
Para Kant, o “fenómeno” é a realidade cujo conhecimento limitado está acessível ao ser humano, e o “noumeno” é o limite desse conhecimento. Para Schopenhauer, o “fenómeno” é a aparência e a ilusão daquilo a que chamamos de “realidade”, e o “noumeno” é a verdadeira realidade que se esconde por detrás da aparência e da ilusão. Schopenhauer altera os conceitos de “fenómeno” e de “noumeno” de Kant, por influência claríssima da filosofia budista.

Por exemplo, seguindo o pensamento de Schopenhauer, o que na nossa percepção (fenómeno) aparece como sendo o nosso corpo, é a nossa vontade (noumeno).
Sob o ponto de vista budista, esta constatação é verdadeira, porque o budismo remete o conceito de Vontade para a vontade espiritual no ciclo de reincarnações. Para o budismo, independentemente da nossa herança genética, que é uma realidade inquestionável, existe a vontade espiritual que molda em grande percentagem o ser humano. Uma pessoa é o que é, não só por influência genética, cultural, biológica, empírica, e até por influência astrológica, mas essencialmente pela vontade do espírito em ser o que é em cada vida vivida no Espaço-tempo, através das reincarnações que determinam os diferentes estádios da evolução espiritual. Foi a Upanishads e ao budismo que Schopenhauer foi buscar a sua teoria, condimentando-a com Kant para a racionalizar, embora não pudesse ir muito longe na influência budista do seu pensamento, devido ao racionalismo dogmático europeu que o consideraria, de imediato, como lunático.

Kant defendeu a ideia de que o estudo da lei moral pode levar-nos para além dos “fenómenos” (“fenómenos” de Kant = realidade natural) e dar-nos o conhecimento que a percepção sensível não nos pode dar, e afirmou que a lei moral diz respeito essencialmente à vontade. Russell diz-nos que a lei moral resulta do “desejo” individual. Para Schopenhauer, a Vontade a que a lei moral diz respeito não é o “desejo” Russeliano, mas a Vontade segundo a concepção budista, que para além do “fenómeno” envolve o “noumeno”. Russell limita a lei moral ao simples “desejo” do ser humano, “desejo” como expressão individual material, despojado de qualquer influência metafísica. Para Kant, a diferença entre um homem bom e um homem mau está na diferença do mundo das “coisas-em-si” (noumeno) dos dois homens, e portanto, na diferença da vontade que reflecte a diferença do mundo das “coisas-em-si” nos dois homens.

O racionalismo dogmático ocidental produz caricaturas, porque em vez de Kant dizer que a “coisa-em-si” ou que a “subjectividade transcendental” é a “essência espiritual”, chama-lhe outros nomes para fugir à “perseguição” ideológica dos materialistas e dos racionalistas dogmáticos. Exagerando um pouco, e para que se compreenda o que quero dizer: à semelhança do que acontecia com os escritores e jornalistas no tempo da PIDE, os filósofos iluministas, sejam os do século 19 como os contemporâneos, têm que falar por códigos, sinónimos, paráfrases e conceitos mais ou menos abstractos, para escapar à censura ideológica do racionalismo dogmático intelectual, “científico” e politicamente correcto. Se Kant tivesse falado em “essência espiritual” em vez de “coisa-em-si”, seria porventura um filósofo esquecido pela História. Graças à dissimulação ideológica de Kant em plena Era de afirmação do racionalismo cartesiano, o “idealismo” pode desenvolver-se; por isso, Kant terá sido o filósofo europeu mais sagaz e inteligente.

A Vontade

Mas voltemos a Schopenhauer. Para evitar a todo o custo referir-se à Vontade implícita no princípio da reincarnação budista, Schopenhauer limitou-se a falar na Vontade Universal. Quando falei de Fichte, referi um princípio comum a várias religiões: o “princípio Potencial” do Absoluto (deídade), que caracteriza a capacidade da Vontade do Absoluto em si próprio e com propósito em si.
Schopenhauer atém-se ao “princípio Potencial” do Absoluto, à capacidade volitiva infinita, e por isso, una e indivisível e independente de toda a individuação. Sendo que a “subjectividade transcendental” kantiana (a essência espiritual) é, segundo Fichte e Schopenhauer, decorrente da consubstancialidade do Homem com o Absoluto, a Vontade Infinita existe no Homem como em qualquer outro ser da natureza. Note-se que o budismo considera que todos os seres vivos, racionais e irracionais, têm espírito (não confundir “espírito” com “alma”) ou a “centelha do Absoluto”. Naturalmente que a visão de Schopenhauer sobre a Vontade Infinita reflecte a filosofia budista.

Se para Hegel “o que é real é racional”, isto é, a realidade (o “fenómeno”) é Razão, para Schopenhauer a realidade é Vontade irracional, sendo que “irracional” se deve entender como algo que está para além da compreensão humana. O optimista Hegel justifica racionalmente tudo aquilo “que é”, que existe na natureza; o pessimista Schopenhauer pretende negar tudo o “que é”, porque tudo o “que é” é aparência, ilusão e resultado da Vontade Absoluta que o Homem não compreende.

Complementando: eu penso que Hegel e Schopenhauer tinham ambos razão: a) a natureza é racional (Hegel) porque faz parte da Razão Universal, b) a natureza é criada e, por isso, finita, sendo uma “sombra”, uma aparência, uma ilusão, um Ersatz à imagem do Absoluto (Schopenhauer), não deixando por isso de ser racional, c) a Razão é um valor infinito (segundo o conceito de “Saber Absoluto” de Fichte) que está presente na realidade finita (Schopenhauer e Hegel), d) a capacidade volitiva do Absoluto está presente em todas as manifestações do Finito (o conceito budista da “Vontade” de Schopenhauer). Na minha opinião, o Finito e Infinito são ambos reais, e na medida em que o Finito é criado a partir do Infinito, a Razão do Finito advém da Razão infinita.

A Individualidade

Tanto Hegel como Schopenhauer consideram que a individualidade do ser humano tem pouca importância, em Hegel por causa do anseio pelo Infinito, em Schopenhauer por causa da individualidade como sendo uma aparência e uma ilusão.

A Vontade do Homem, sendo parte da “coisa-em-si” e não do Espaço-tempo, e sendo por isso – segundo Schopenhauer – real, não só não pode ser datada de acordo com critérios do Espaço-tempo, como não pode ser composta de actos de vontade separados, porque o tempo e o espaço são fonte da pluralidade que preside ao “princípio da individuação” – segundo a escolástica, o princípio segundo o qual um ser humano (ou outro ser vivo) se singulariza numa realidade única; por exemplo: Orlando Braga.
Aqui, há que ter em atenção a distinção budista entre “espírito” e “alma”. De facto, segundo o budismo que Schopenhauer estudou, o “espírito” (“coisa-em-si”) está livre do “princípio da individuação” e da separação de actos de Vontade inerente ao Espaço-tempo, mas a “alma” é a intermediária entre o Espaço-tempo e o “noumeno” espiritual, entre o Finito e o Infinito – é a “alma” que permite que o “noumeno” se sujeite, indirectamente, ao “princípio da individuação” no Espaço-tempo. Segundo o budismo, a “alma” pode ser datada e sujeita-se ao critério da pluralidade do Espaço-tempo durante o seu ciclo de reencarnações, e Schopenhauer sabia dessa teoria budista. Quando ele se refere à realidade intemporal e inespacial da “coisa-em-si”, refere-se ao espírito, e não à alma.
Para Schopenhauer, o melhor dos mitos é o nirvana budista, que para ele significa “extinção”. Contudo, sabemos que o Nirvana budista é a “União com o Todo”, a ausência de individualidade que essa união implica, e não no sentido de “extinção” que Schopenhauer lhe dá.
Schopenhauer fugiu da teoria da reencarnação budista como o diabo da cruz. Segundo Schopenhauer, a teoria budista da reincarnação, não sendo totalmente verdadeira, diz a verdade em forma de mito. Não sei se Schopenhauer não entendeu o budismo, se não o aceitou completamente, ou se o analisou do alto da sua cátedra racionalista – embora tivesse uma estátua de Buda no seu escritório.

Liberdade e libertação

A liberdade, em Hegel, está estritamente ligada à necessidade dialéctica – herdada de Aristóteles, transformada por Kant, e optimizada por Hegel, que segundo este último, o falso se torna em algo de positivo, sendo o falso um momento necessário ao verdadeiro: a restrição da liberdade (negativo) é necessária à própria liberdade (positivo). Para Schopenhauer, não existe liberdade, porque o ser humano está sujeito ao determinismo do mundo dos fenómenos.
Aqui, temos que saber se a “liberdade” era para Hegel o mesmo que para Schopenhauer. Hegel considera que a liberdade condicionada pelo Espaço-tempo não deixa de ser liberdade; Schopenhauer acha que tudo que não seja a liberdade total não é liberdade. Continuo a pensar que ambos têm razão.

Para Schopenhauer, a “vontade cósmica” não corresponde à “vontade divina” de Espinosa. Para este, a virtude estaria em consonância com a vontade divina: para Schopenhauer, a vontade cósmica é perversa, está internamente dividida e é discordante e devoradora de si própria – talvez porque para Schopenhauer o bem e o mal tenham origem na Vontade cósmica, porque para Schopenhauer não fazia sentido separar o bem e o mal da mesma fonte de Vontade. O que fazia sentido para Schopenhauer era a libertação do Homem em relação a essa Vontade.
Na minha opinião, contudo, assim como a antimatéria é a ausência de matéria, a escuridão absoluta é total ausência de luz – o mal absoluto é a total ausência do bem; nesta perspectiva, concordo mais com panteísmo de Espinosa do que com Schopenhauer, que não sendo ateu, também não era um panteísta; o mundo do panteísmo é um mundo de optimismo, exactamente onde o mundo de Schopenhauer existe unicamente para o negar.
A teoria de Schopenhauer é fruto de uma tentativa de racionalização do budismo; em resultado desta racionalização, Schopenhauer pretende quebrar os laços da vontade individual – não para atingir a harmonia com Deus, procurando um qualquer bem positivo, mas com um propósito inteiramente negativo resultante da tentativa de racionalização dos princípios da filosofia religiosa budista.

Sendo que para Schopenhauer a Vontade cósmica é perversa, é a fonte infindável de todo o sofrimento do ser humano, é também a essência da vida humana e aumenta com o conhecimento: quanto mais conhecimento tem o Homem, mais sofre a perversão da Vontade cósmica. A Vontade cósmica não tem como fim a felicidade, porque não define este fim ou qualquer outro, e embora a morte seja o termo do sofrimento, perseguimos os nossos fins fúteis. A felicidade não existe porque sentimos pena de um desejo não realizado, mas realizando-o, sentimos saciedade e fastio. Segundo Schopenhauer, o instinto humano incita à procriação que provoca mais sofrimento e morte, e por isso há o pudor do acto sexual.

Para Schopenhauer, o mundo dos fenómenos (a aparência, a ilusão) é sinónimo de sofrimento e dor; por isso, ele recomenda o ascetismo – a luta contra os impulsos discordantes da Vontade – como forma de libertação. A injustiça é a condição da Vontade em viver dividida e discordante, através dos diversos indivíduos. O homem mau não é apenas o que faz mal aos outros, é também aquele que vive constantemente atormentado pelo mal que lhe fizeram (aqui, a influência budista é clara). A resignação, a pobreza, o sacrifício e o ascetismo em geral têm o mesmo objectivo: libertar-nos dos grilhões da Vontade de viver, extingui-los e anulá-los (budismo, outra vez). A supressão da vontade de viver é o único e verdadeiro acto de liberdade que é possível ao Homem assumir, mas o suicídio é inútil, porque não é uma manifestação da negação da vontade, mas uma enérgica afirmação da mesma – aqui, mais uma vez a influência do budismo. O suicida quer a vida, estando só descontente com aquela vida que lhe coube em sorte; destruindo seu corpo, não destrói a vontade de viver, que não sofre minimamente com o seu gesto. Para que a vontade de viver fosse destruída em toda a Humanidade, bastaria que um único indivíduo conseguisse destruir a sua vontade de viver (sem suicídio), porque a vontade de viver é uma só e comum a todos.

Contudo, o próprio Schopenhauer esteve longe de uma vida ascética que recomendou na sua filosofia, e explica porquê:

“Que o santo seja um filósofo é tão pouco importante, como pouco importante é que o filósofo seja um santo. (…) Representar abstractamente, universalmente, limpidamente, em conceitos a essência do mundo, e deste modo, qualquer imagem reflexa, colocá-la nos permanentes e sempre proporcionados conceitos da Razão: isto sim é a filosofia e não outra coisa.” – Schopenhauer (“Welt”)

Dou um conselho a quem se interesse por Schopenhauer: leia antes alguma coisa sobre o budismo; tem a mesma essência e, ao menos, dá-nos a “Possibilidade” que Kierkegaard definiu como sendo a maior necessidade do Homem.
De resto, Schopenhauer foi totalmente incoerente com a sua filosofia: mulherengo, nunca assumiu um casamento; jantava bem nos melhores restaurantes, não dava esmolas por uma questão de princípio, era muito conflituoso e extremamente egoísta.
Uma vez, Schopenhauer irritou-se com uma velha costureira que estava a falar com um amigo à porta do seu apartamento; atirou-a pela escada abaixo, e a velha ficou inválida. O tribunal condenou Schopenhauer a pagar uma pensão vitalícia à costureira, e quando esta morreu, Schopenhauer escrevinhou no seu livro de contas: “Obit anus, abit onus” (“morta a velha, finda a carga”).

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December 23, 2016 at 09:15AM
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domingo, 4 de dezembro de 2016

Mec��nica Qu��ntica

Mec��nica Qu��ntica

Ago07

Mecânica Quântica

Em finais do século XIX, muitos eram os físicos que pensavam que o “trabalho” deles estava a chegar ao fim, pois a maioria dos fenómenos físicos observados eram compreendidos através de leis bem definidas. Faltava apenas um ou outro ponto que tinha que ser limado, para que a Física ficasse completa, ou seja, usando as leis desta conseguir-se-ia prever o comportamento de qualquer sistema. (Diz-se que um aluno teria perguntado a Lord Kelvin o que estudar em Física, e este aconselhou-o a mudar de área, pois esta estava quase “arrumada”.)

Felizmente estavam a ser demasiado optimistas. Esses “pequenos pontos por laminar” vieram trazer à luz toda uma Física revolucionária que nos mostrava o quanto ainda estávamos longe de ter compreendido tudo. Surge então no princípio do século XX duas grandes novas teorias a explorar os limites das escalas conhecidas: a escala do muito grande pela Relatividade e a escala do muito pequeno pela Mecânica Quântica.

Um dos problemas sem solução nos finais do século XIX era o problema do corpo negro (que não irei detalhar aqui). Planck resolveu este problema introduzindo um conceito completamente novo em Física: a energia envolvida neste problema estava quantificada. Ainda assim, não foi Planck que descobriu que este “comportamento da energia” acontecia do mesmo modo com a luz (embora seja afirmado isso em muita literatura), tal apenas foi descoberto por Albert Einstein, como referi no artigo do Efeito Fotoeléctrico.

O efeito fotoeléctrico mais o efeito Compton vieram assegurar que a luz se comportava como partícula, o que implicava que a luz tinha um comportamento dual, pois os fenómenos ondulatórios desta também já eram conhecidos. (Mais sobre o assunto no post do Carácter Dual da Luz e Matéria.)

Este é um dos primeiros resultados quânticos – perceber que tudo o que conhecemos que é constituído por partículas, se pode comportar como uma onda. Como compreender isto? Bem, é contra a nossa intuição, mas devemos notar que a nossa intuição apenas assimila até uma dada escala – fenómenos quânticos não fazem parte desta escala, portanto não podemos esperar que o que pensamos ser lógico se aplique neste novo mundo. Fazendo os cálculos constata-se facilmente que a uma escala “normal” para nós não faz sentido pensar numa qualquer “coisa” segundo a sua onda, no entanto, na escala dos átomos isto já não é verdade, a função de onda (expressão matemática que descreve completamente a onda de matéria) tem que ser tida em conta para descrever quer a posição, quer qualquer outra grandeza física referente à partícula.

De considerações puramente matemáticas, Heisenberg deduziu que o facto de as propriedades físicas de uma partícula serem descritas através de uma função de onda, implica necessariamente que estas grandezas estejam agrupadas duas a duas, de tal modo que a sua precisão esteja limitada nessas “intersecções”! O exemplo trivial destes pares é o caso da posição e o momento linear (produto da massa com o vector velocidade):

‘x’ refere-se à posição de uma partícula e ‘p’ ao seu respectivo momento linear. Assim, o produto entre as incertezas de cada um tem que ser maior que a constante representada (h é a constante de Planck), ou seja, a incerteza não pode ser nula, pois desse modo a condição apresentada seria impossível, por outro lado, se se pretender diminuir a incerteza de uma das grandezas, a da outra irá necessariamente aumentar! Por outras palavras: é impossível medir a posição e a velocidade de uma dada partícula num dado instante, sem que haja uma imprecisão associada a essa medida (não interessa o quão rigoroso seja o instrumento de medida).

Einstein não gostava deste princípio, talvez por ele representar uma grande limitação para a Física, portanto, propôs uma experiência (genial) para contrariar o Princípio da Incerteza:

Poder-se-ia fazer um sistema de duas partículas exactamente simétricas, quer em posição, quer em velocidade em relação a um dado referencial (com massas iguais); assim se medíssemos a posição de uma partícula, saberíamos exactamente a posição da outra por questões de simetria, e de igual modo para a velocidade. Deste modo, o Princípio seria vencido, pois poderíamos determinar com precisão infinita tanto a posição quanto o momento linear, usando apenas o auxílio de uma partícula suplementar (ou seja, media-se uma grandeza numa das partículas, e a outra grandeza na outra partícula – supostamente as imprecisões deveriam ser independentes). Incrivelmente o Princípio de Heisenberg sobreviveu a esta experiência: ao se medir a posição de uma das partículas, o momento linear não era apenas alterado nessa partícula, mas também na sua simétrica!! Este é de resto o princípio que está por de trás do teletransporte quântico – notar que o transporte deste tipo de “informação” não se faz à velocidade da luz, mas sim instantaneamente! (Na verdade não é considerada informação, devido a pormenores que podem ficar para outro artigo. Caso fosse informação, a teoria da Relatividade era violada, o que não é o caso.)

Numa outra linha de investigação, Schrodinger desenvolveu a equação que ficou conhecida pelo seu nome – Equação de Schrodinger:

Em que:

  •  – constante de Planck;
  •  – massa da partícula;
  •  – função de onda;
  •  – energia potencial;
  •  – energia total;
  •  – vector posição;
  • – laplaciano, ou seja, a segunda derivada na posição.

Embora a função de onda descreva em si todo o sistema, a verdade é que a função em si não tem qualquer significado físico. No entanto, determinou-se que o seu quadrado (multiplicação por si própria) define a probabilidade de encontrar a partícula em questão numa dada posição.

Quem for mais dado à matemática poderá compreender que implicações bastante interessantes advêm destes factos.

Deixando, no entanto, a matemática um pouco de lado, resolvendo a equação de Schrodinger surge mais uma solução que contradiz todo o senso comum: tomando o exemplo de uma partícula com uma dada energia E, que tenta ultrapassar uma barreira de energia (potencial) V, seria de esperar que se V>E, a partícula não poderia passar (fazendo o paralelo com o mundo “real”, imaginem que disparam um tiro contra uma parede: a bala só irá atravessar a parede se tiver energia suficiente para a atravessar), no entanto, no mundo quântico isso não é verdade, existe realmente uma probabilidade não nula de haver passagem (este é o fenómeno que está na base do funcionamento dos microscópios electrónicos de varrimento, por exemplo). Este é o chamado efeito de túnel. Reparem, se vivessem num mundo quântico, atravessar uma parede ou mandar-lhe uma cabeçada, seria meramente uma questão de probabilidades!

As implicações desta nova conceptualização do mundo teve consequências profundas na nossa forma de encarar o universo: nem sempre tudo é como parece ser; com mudança de escala, o senso comum pode não ser aplicável!

A nanotecnologia (tecnologia à escala nanométrica – um milhão de vezes inferior ao milímetro) ainda é uma área de investigação jovem, não obstante, grandes inventos já foram produzidos e muitos mais deverão surgir nos próximos anos.

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December 04, 2016 at 02:04PM
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O Mundo das Part��culas ��� Parte I

O Mundo das Part��culas ��� Parte I

Ago28

O Mundo das Partículas – Parte I

atom

Talvez alguns de vós já se tenham deparado com “nomes” para partículas que não fazem a mínima ideia do que querem dizer, apenas sabem que deve ser algo pequeno, algo que só os cientistas compreendem, algo que parece ter tanto de real, quanto as histórias do tio patinhas.

Neste artigo irei tentar referir a maioria dos nomes que aparecem nesse complicado mundo, que apesar de na sua maioria ainda nos estar vendado, com o progresso da tecnologia vamos progressivamente explorando e conquistando. Serei sempre breve, para que o artigo não fique demasiado grande e enfadonho, ainda assim, irei fazendo ocasionalmente algumas observações pessoais. Caso não fiquem satisfeitos com alguma explicação, poderão pedir nos comentários para eu detalhar mais algum assunto.

O Átomo

Quando partimos em bocados um certo pedaço de um dado material, podemos questionar-nos: será que cada bocado é igualmente passível de ser quebrado em bocados mais pequenos? Será que estes bocados mantêm as mesmas propriedades físicas que o pedaço maior? Será que se pode repetir indefinidamente este processo de partir sempre em bocados de menores dimensões?

Em resposta à última pergunta, Demócrito, IV a.c., postulou a existência de uma unidade básica na matéria que não poderia ser fragmentada – o átomo (significa indivisível). Toda a matéria seria constituída por um dado conjunto de átomos, os quais poderiam apenas diferir em tamanho, forma e massa. Esta noção veio acabar com a aprazível ideia de que a matéria era constituída pelos quatro elementos da natureza: água, terra, ar e fogo.

Na verdade, a única parte que parece estar errada nesta ideia de átomo (à luz do que se sabe hoje), é que essas partículas indivisíveis diferem na verdade em muitos outros aspectos, contudo a ideia de partículas indivisíveis permaneceu até hoje, ainda que muitas das partículas indivisíveis do passado, já o não sejam actualmente. De um ponto de vista meramente filosófico, é uma pena que o conceito de átomo tenha ficado ligado aos elementos químicos, que serão referidos mais adiante, o que leva a parecer que Demócrito estava definitivamente errado, quando na verdade quem esteve errado foi o sujeito que mais tarde decidiu que o conceito de átomo iria ficar conotado com elemento químico e não com as partículas que constituíam esse átomo.

Foi preciso esperar mais de 2000 anos para que o conceito de átomo começasse a evoluir, deixando a esfera da Filosofia, para se tornar um conceito fundamental na Física. Dalton, no século XIX, volta a afirmar que toda a matéria é constituída por átomos, contudo, desta vez já são invocados alguns conceitos da Química – como seja a indestrutibilidade dos átomos, ou as reacções entre átomos (devido ao contributo de Lavoisier e outros).

Basta lembrar-nos da bomba atómica, para que logo nos apercebamos que a maioria das inovações impostas por Dalton na teoria atómica são incorrectas. Mas é bom compreender que eram erros necessários – na Ciência levantam-se hipóteses, testam-se e conclui-se. A conclusão poderá ser o simples rejeitar das hipóteses – não se trata de perda de tempo, mas sim de um mal necessário. Para se encontrar o caminho num labirinto é preciso percorrer caminhos errados para determinar qual o correcto.

Não me vou preocupar em explicar como evoluíram os modelos atómicos, apenas me vou restringir às partículas: pouco depois de Dalton ter proposto o seu modelo, Faraday descobriu que os fenómenos da electricidade faziam presumir a existência de uma nova partícula:

O Electrão

Mas só Thomson é que confirmou realmente a existência desta nova partícula. Esta era a partícula que fazia conduzir a electricidade, uma partícula com carga, uma partícula que veio-se a descobrir (Thomson também), estava presente em qualquer átomo. E eis que o “átomo” deixa de o ser…

E agora, se pensarmos um pouco: se o átomo é algo sem carga, e o electrão que faz parte do átomo tem carga negativa (convenção), é evidente que tem que lá estar alguma coisa para equilibrar a carga:

O Protão

Esta outra carga do átomo tem a particularidade de ser quase 2000 vezes mais pesada que a outra carga, este facto, aliado ao Electromagnetismo que postula a existência de uma força eléctrica com uma relação bastante semelhante à força gravítica (exceptuando o valor da constante, bem como o facto de haver repulsão eléctrica), vem dizer-nos que do mesmo modo que a Lua orbita a Terra, por a Terra ser muito mais pesada, do mesmo modo o electrão deve orbitar o protão, por este ser muito mais pesado.

Ainda que esta visualização não seja estritamente correcta (tendo em conta a Mecânica Quântica), permitiu a criação do Modelo Planetário do Átomo, que providenciou a explicação de muitos fenómenos físicos.

A história do átomo poderia parecer completa, mas 40 anos depois do protão, foi a vez de surgir:

O Neutrão

Foi descoberto por James Chadwick, e trata-se de uma partícula sem carga (daí ter demorado tanto tempo a ser detectada), contudo a sua presença no átomo é essencial para a estabilidade deste! A massa desta partícula é quase igual à do protão, e por isso o seu movimento está tão limitado quanto este. Assim, estas duas partículas (ou conjuntos delas) formam aquilo a que se chama o núcleo do átomo, sendo circundados por electrões.

Daqui para a frente, começam a surgir as implicações inevitáveis da Mecânica Quântica. Para não me alongar em demasia, vou restringir-me aos “factos”.

O Fotão

Com as contribuições de Planck e Einstein, a luz passa a ser definitivamente entendida como sendo um conjunto de partículas, mas também como uma onda – Carácter Dual da Luz e da Matéria.

Estas partículas são energia no “estado puro”, uma vez que não têm massa.

Os fotões não são apenas complexos na sua divergência em relação ao que estamos “habituados” a pensar como sendo partículas, na verdade divergem em algo bastante mais fundamental em relação a todas as partículas antes enunciadas. Os fotões são bosões, enquanto que os electrões, protões e neutrões são fermiões.

O Bosão

Os bosões são partículas de spin* inteiro e que por isso obedecem à estatística de Bose-Einstein. Ficaram na mesma? Nova tentativa: são partículas indistinguíveis, que não obedecem ao Princípio da Exclusão de Pauli. Este princípio afirma que não pode haver duas partículas descritas pela mesma função de onda. Na mesma? Se tivermos um sistema com vários níveis de energia (imaginem uma escada, em que as partículas que conseguem subir mais degraus são as mais energéticas), este princípio afirma que não podem haver duas partículas no mesmo degrau! Uma vez que existe o Princípio da Energia Mínima, as partículas irão distribuir-se pelos degraus de modo a que o todo corresponda à menor configuração de energia possível (no caso da escada seria simples: iria cada partícula ocupar o degrau mais baixo da escada que estivesse disponível, de modo a não haver degraus desocupados no meio, e ficassem livres os de cima – os de maior energia). Ora, como os bosões não obedecem ao princípio de Pauli, mas apenas ao de Energia Mínima, isso implica que todos os bosões ficam no degrau do fundo, no de menor energia. Como a todos os bosões corresponde a mesma energia e estão no “mesmo sítio”, isto implica que sejam partículas indistinguíveis, pois é irrelevante chamar partícula 1 a uma dada partícula, ou chamar-lhe 2 no momento seguinte, pois isso não terá qualquer consequência na análise do sistema. (Nota: o princípio da exclusão de Pauli aplica-se, na verdade, a estados quânticos e não a estados de energia, isto é, podem haver diferentes estados quânticos com diferentes energias, o contrário é que não é válido. Um estado quântico caracteriza não só a energia de uma partícula, mas também outras características, que talvez venha a referir num artigo futuro.)
*O termo “spin”, como ele próprio indica, foi conotado com a rotação das partículas, no entanto essa descrição já não é aceite. Digamos que do mesmo modo que o modelo orbital do átomo caiu para dar lugar a um modelo mais complexo e de certo modo mais abstracto, algo semelhante aconteceu com o spin. Para não entrar em pormenores, o spin é um “número quântico” (ou seja, caracteriza o estado “quântico” de uma partícula), e só pode tomar valores discretos (esta é uma das grandes diferenças entre a física clássica, onde as grandezas são normalmente contínuas, e a física quântica onde muitas delas só tomam valores discretos) – daí que não possa ser associado a rotação. Acrescento ainda que o spin está relacionado com as interacções magnéticas (campos magnéticos afectam esta grandeza).

O Fermião

Contrariamente aos bosões, os fermiões são partículas de spin semi-inteiro (múltiplos de 1/2), obedecem à estatística de Fermi-Dirac, obedecem ao Princípio da Exclusão de Pauli e, claro, também ao Princípio da Energia Mínima.

Como o artigo já vai longo, dou por concluída a exposição. Na “Parte II″ irei falar de hadrões, leptões, muões, etc..



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December 04, 2016 at 02:03PM
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